Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho
Por organizações onde as pessoas possam ser livres, conscientes e felizes
Um compromisso gratuito, voluntário e público para organizações que querem colocar as pessoas —o seu bem-estar, consciência e liberdade— no centro da sua forma de trabalhar.
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Doze artigos em quatro âmbitos, da pessoa ao planeta.
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O texto completo
“A Paz Fundamental não é a ausência de dor… é a transmutação da sua energia em amor e compaixão.”
IPreâmbulo
O trabalho é o lugar onde transcorre boa parte da nossa vida adulta e, por isso, um dos espaços onde a felicidade humana é cultivada ou desgastada todos os dias. A Fundação Mundial da Felicidade (World Happiness Foundation) promove o Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho como uma porta de entrada aberta a qualquer organização que queira colocar as pessoas —o seu bem-estar, a sua consciência e a sua liberdade— no centro da sua forma de operar: uma declaração pública e voluntária de princípios, sustentada por compromissos concretos e por um acompanhamento periódico e honesto do seu progresso.
O Pacto nasce do Happytalismo, o paradigma segundo o qual a economia, as organizações e as políticas públicas existem para servir o florescimento humano e planetário, e não o contrário. Numa organização happytalista, o bem-estar não é um benefício nem uma campanha: é um resultado que se desenha, se mede e do qual se presta contas, ao mesmo nível que os resultados financeiros.
O Pacto contribui para a missão da Fundação —10 mil milhões de pessoas livres, conscientes e felizes até 2050—. A Fundação tem Estatuto Consultivo Especial junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) desde junho de 2025, apoiou a criação do Dia Internacional da Felicidade (20 de março) e desenvolve a sua missão através de programas como a Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR), Cidades da Felicidade, Escolas da Felicidade —com mais de 60.000 docentes formados na América Latina—, a Academia Mundial da Felicidade, Heal the Healers, o programa de Felicidade Global Bruta na Universidade para a Paz e o World Happiness Fest, entre outros.
IINatureza e âmbito do Pacto
- É uma adesão voluntária, pública e gratuita, aberta a qualquer organização, independentemente da sua dimensão, setor ou país: empresas, administrações públicas, entidades sociais e instituições de ensino.
- Não gera qualquer obrigação contratual, comercial ou financeira entre a organização signatária e a Fundação.
- Assenta no compromisso público da organização e no acompanhamento do seu próprio progresso, tal como descrito na secção VI (Comunicação de Progresso).
- Não é uma certificação: a adesão não atesta resultados. As organizações que desejem uma verificação externa podem candidatar-se à Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR).
- Qualquer das partes pode pôr termo à adesão mediante comunicação escrita. A Fundação poderá suspender o uso do Selo se este for utilizado de forma enganosa ou se a Comunicação de Progresso deixar de ser apresentada.
IIIFundamentos do Pacto
Os artigos do Pacto assentam em três ideias que a Fundação desenvolveu no seu trabalho com pessoas, organizações e cidades de todo o mundo:
Happytalismo
A felicidade como propósito do sistema, e não como subproduto. O que se mede orienta o que se faz; por isso o Pacto pede que se meça o que realmente importa, a par dos resultados económicos.
Paz Fundamental
O bem-estar sustentável começa por dentro. A Paz Fundamental é uma capacidade interior mensurável —atenção flexível sem supressão forçada, coerência emocional, menor rigidez autorreferencial e autoconsciência compassiva— que permite atravessar a pressão e a mudança sem se perder. A organização pode criar as condições para que ela cresça.
Liderança transpessoal
Liderar é servir o crescimento dos outros. O modelo ROUSER —Relações, Abertura (Openness), Compreensão (Understanding), Autoconsciência (Self-awareness), Empoderamento e Reflexão— orienta uma liderança que inspira em vez de impor.
IVArtigos do Pacto
A organização signatária reconhece e subscreve os doze artigos seguintes, organizados em quatro âmbitos, da pessoa ao planeta:
Propósito e sentido
Ligar o trabalho diário de cada pessoa a um propósito que transcenda o resultado económico e gere valor para quem integra a organização, para a sociedade e para o planeta.
Saúde integral e prevenção do desgaste
Reconhecer que a exigência e a tensão fazem parte de toda a atividade profissional e geri-las de forma saudável: prevenir o desgaste crónico e o burnout, e facilitar o acesso a apoio psicológico quando necessário, também para quem cuida dos outros.
Paz interior e sustentabilidade pessoal
Proteger o descanso, a desconexão digital e os ritmos sustentáveis, e abrir espaço a práticas breves de pausa consciente, respiração e atenção que cultivem a Paz Fundamental.
Segurança psicológica e literacia emocional
Construir ambientes onde as pessoas se sintam valorizadas, respeitadas e seguras para opinar, errar e criar, e onde as emoções —também as difíceis— sejam reconhecidas como informação valiosa e não como fraqueza.
Equidade, diversidade, inclusão e pertença
Construir ambientes de trabalho diversos, equitativos e inclusivos, livres de discriminação e assédio, nos quais cada pessoa sinta que pertence.
Convivência pacífica e transformação de conflitos
Abordar os conflitos através do diálogo, da escuta e da reparação, substituindo a lógica do castigo ou da vingança pela da compreensão, da responsabilidade e do perdão.
Liderança consciente e transpessoal
Promover modelos de direção baseados na transparência, na escuta ativa e na proximidade, inspirados no modelo ROUSER, e valorizar quem lidera também pelo bem-estar e crescimento das suas equipas.
Desenvolvimento integral do talento
Impulsionar o crescimento profissional, pessoal e de consciência de quem faz parte da organização, para que possa dar o melhor de si.
Conciliação, flexibilidade e corresponsabilidade
Apoiar ativamente o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar através de dinâmicas de trabalho flexíveis, orientadas para resultados e respeitadoras dos cuidados.
Medir o que importa
Integrar indicadores de bem-estar, clima socioemocional e capacidades interiores no painel de gestão da organização, a par dos indicadores financeiros, e utilizá-los para tomar decisões.
Integridade e melhoria contínua
Comunicar os avanços de forma periódica e verdadeira, sustentar cada afirmação sobre bem-estar com ações e dados —sem “happywashing”— e usar os resultados para rever as políticas, de acordo com a secção VI.
Valor partilhado com a comunidade e o planeta
Estender o bem-estar para além da organização —às famílias, fornecedores, comunidades e ecossistemas—, colaborando sempre que possível com iniciativas como Cidades da Felicidade ou Escolas da Felicidade.
VCompromissos da organização aderente
Ao aderir voluntariamente ao Pacto, a organização signatária assume a responsabilidade de:
- Promoção ativa
- Divulgar internamente os artigos do Pacto junto da sua direção, dos seus colaboradores e dos seus fornecedores.
- Responsável pelo bem-estar
- Designar uma pessoa ou equipa responsável pelo bem-estar —por exemplo, um Chief Well-Being Officer ou função equivalente— que coordene o cumprimento do Pacto.
- Voz das pessoas
- Construir o plano de bem-estar com a participação de quem trabalha na organização, e não apenas para essas pessoas.
- Formação contínua
- Promover a formação dos seus líderes e das equipas de gestão de pessoas em bem-estar organizacional e liderança consciente.
- Ação com impacto
- Conceber e implementar pelo menos uma iniciativa anual alinhada com os artigos do Pacto.
- Medição recorrente
- Estabelecer uma linha de base nos primeiros doze meses e participar depois em medições ou diagnósticos periódicos de bem-estar e clima laboral que permitam objetivar o seu progresso.
- Comunicação de Progresso
- Manter viva a adesão através de uma declaração anual de progresso, conforme estabelecido na secção VI.
VIComunicação de Progresso
A organização aderente sustenta o seu compromisso através de uma declaração leve e periódica, que inclui:
- Uma declaração inicial de adesão no momento da assinatura e, posteriormente, uma declaração anual de renovação do compromisso na data de aniversário;
- Uma descrição das ações concretas desenvolvidas durante o ano, que a organização pode partilhar através do seu relatório anual ou de uma declaração pública;
- Os resultados ou indicadores de acompanhamento disponíveis —quantitativos ou qualitativos—, a começar pela linha de base, que permitam avaliar o progresso alcançado;
- As aprendizagens e próximos passos: o que funcionou, o que não funcionou e o que a organização se propõe melhorar.
A Fundação poderá dar visibilidade a estas declarações através do Registo Internacional de Entidades Aderentes. Se decorrerem dois ciclos anuais sem Comunicação de Progresso, a entidade figurará como “inativa” até a renovar.
VIIReconhecimento das entidades aderentes
A adesão ao Pacto não implica qualquer contrapartida económica e dá direito a:
- Reconhecimento
- Uso do Selo de Entidade Aderente ao Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho e inclusão no Registo Internacional de Entidades Aderentes.
- Rede e comunidade
- Participação na rede de Ágoras de Liderança Corporativa, para a partilha de boas práticas entre profissionais de RH e CEOs.
- Visibilidade
- Possibilidade de partilhar as suas boas práticas em encontros da Fundação, como o World Happiness Fest ou as atividades do Dia Internacional da Felicidade (20 de março).
- Percurso de crescimento
- O Pacto é o primeiro passo de um caminho que pode continuar, se a organização o desejar, com a Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR) e a formação da Academia Mundial da Felicidade.
VIIIAssinatura e manifesto de adesão
“Acreditamos que uma organização próspera é aquela em que as pessoas podem ser livres, conscientes e felizes. Comprometemo-nos a medir o que realmente importa, a cuidar de quem torna o nosso trabalho possível e a prestar contas do nosso progresso com honestidade.”
Em prova de conformidade e compromisso com os artigos descritos neste documento, as partes assinam a presente Carta de Adesão.
Leia o código QR ou visite o link para ler o Pacto em seis idiomas, assiná-lo em poucos minutos e integrar o Registo Internacional.
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- 1Aceitar
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Tem algum custo?
Não. A adesão ao Pacto é gratuita e não gera obrigações contratuais nem financeiras.
É uma certificação?
Não. É um compromisso público. As organizações que desejem verificação externa podem candidatar-se à Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR).
O que acontece depois de assinar?
Confirma por e-mail, recebe o certificado e o Selo, e é convidado para as Ágoras de Liderança Corporativa. Uma vez por ano partilha uma breve Comunicação de Progresso.
Podemos sair?
Sim. Qualquer das partes pode terminar a adesão a qualquer momento mediante comunicação escrita.
Dúvidas? Escreva-nos através da página de contacto.