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Carta de Adesão Voluntária

Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho

Por organizações onde as pessoas possam ser livres, conscientes e felizes

Um compromisso gratuito, voluntário e público para organizações que querem colocar as pessoas —o seu bem-estar, consciência e liberdade— no centro da sua forma de trabalhar.

Como funciona

  1. Leia

    Doze artigos em quatro âmbitos, da pessoa ao planeta.

  2. Comprometa-se

    Conte-nos sobre a sua organização e a sua primeira iniciativa de bem-estar.

  3. Assine

    Assine online em poucos minutos e confirme por e-mail.

  4. Cresça

    Integre o Registo e a rede de Ágoras, e comunique o seu progresso uma vez por ano.

O texto completo

“A Paz Fundamental não é a ausência de dor… é a transmutação da sua energia em amor e compaixão.”
— Luis Miguel Gallardo

IPreâmbulo

O trabalho é o lugar onde transcorre boa parte da nossa vida adulta e, por isso, um dos espaços onde a felicidade humana é cultivada ou desgastada todos os dias. A Fundação Mundial da Felicidade (World Happiness Foundation) promove o Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho como uma porta de entrada aberta a qualquer organização que queira colocar as pessoas —o seu bem-estar, a sua consciência e a sua liberdade— no centro da sua forma de operar: uma declaração pública e voluntária de princípios, sustentada por compromissos concretos e por um acompanhamento periódico e honesto do seu progresso.

O Pacto nasce do Happytalismo, o paradigma segundo o qual a economia, as organizações e as políticas públicas existem para servir o florescimento humano e planetário, e não o contrário. Numa organização happytalista, o bem-estar não é um benefício nem uma campanha: é um resultado que se desenha, se mede e do qual se presta contas, ao mesmo nível que os resultados financeiros.

O Pacto contribui para a missão da Fundação —10 mil milhões de pessoas livres, conscientes e felizes até 2050—. A Fundação tem Estatuto Consultivo Especial junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) desde junho de 2025, apoiou a criação do Dia Internacional da Felicidade (20 de março) e desenvolve a sua missão através de programas como a Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR), Cidades da Felicidade, Escolas da Felicidade —com mais de 60.000 docentes formados na América Latina—, a Academia Mundial da Felicidade, Heal the Healers, o programa de Felicidade Global Bruta na Universidade para a Paz e o World Happiness Fest, entre outros.

IINatureza e âmbito do Pacto

  • É uma adesão voluntária, pública e gratuita, aberta a qualquer organização, independentemente da sua dimensão, setor ou país: empresas, administrações públicas, entidades sociais e instituições de ensino.
  • Não gera qualquer obrigação contratual, comercial ou financeira entre a organização signatária e a Fundação.
  • Assenta no compromisso público da organização e no acompanhamento do seu próprio progresso, tal como descrito na secção VI (Comunicação de Progresso).
  • Não é uma certificação: a adesão não atesta resultados. As organizações que desejem uma verificação externa podem candidatar-se à Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR).
  • Qualquer das partes pode pôr termo à adesão mediante comunicação escrita. A Fundação poderá suspender o uso do Selo se este for utilizado de forma enganosa ou se a Comunicação de Progresso deixar de ser apresentada.

IIIFundamentos do Pacto

Os artigos do Pacto assentam em três ideias que a Fundação desenvolveu no seu trabalho com pessoas, organizações e cidades de todo o mundo:

Happytalismo

A felicidade como propósito do sistema, e não como subproduto. O que se mede orienta o que se faz; por isso o Pacto pede que se meça o que realmente importa, a par dos resultados económicos.

Paz Fundamental

O bem-estar sustentável começa por dentro. A Paz Fundamental é uma capacidade interior mensurável —atenção flexível sem supressão forçada, coerência emocional, menor rigidez autorreferencial e autoconsciência compassiva— que permite atravessar a pressão e a mudança sem se perder. A organização pode criar as condições para que ela cresça.

Liderança transpessoal

Liderar é servir o crescimento dos outros. O modelo ROUSER —Relações, Abertura (Openness), Compreensão (Understanding), Autoconsciência (Self-awareness), Empoderamento e Reflexão— orienta uma liderança que inspira em vez de impor.

IVArtigos do Pacto

A organização signatária reconhece e subscreve os doze artigos seguintes, organizados em quatro âmbitos, da pessoa ao planeta:

Âmbito 1A pessoa
  1. Propósito e sentido

    Ligar o trabalho diário de cada pessoa a um propósito que transcenda o resultado económico e gere valor para quem integra a organização, para a sociedade e para o planeta.

  2. Saúde integral e prevenção do desgaste

    Reconhecer que a exigência e a tensão fazem parte de toda a atividade profissional e geri-las de forma saudável: prevenir o desgaste crónico e o burnout, e facilitar o acesso a apoio psicológico quando necessário, também para quem cuida dos outros.

  3. Paz interior e sustentabilidade pessoal

    Proteger o descanso, a desconexão digital e os ritmos sustentáveis, e abrir espaço a práticas breves de pausa consciente, respiração e atenção que cultivem a Paz Fundamental.

Âmbito 2As relações
  1. Segurança psicológica e literacia emocional

    Construir ambientes onde as pessoas se sintam valorizadas, respeitadas e seguras para opinar, errar e criar, e onde as emoções —também as difíceis— sejam reconhecidas como informação valiosa e não como fraqueza.

  2. Equidade, diversidade, inclusão e pertença

    Construir ambientes de trabalho diversos, equitativos e inclusivos, livres de discriminação e assédio, nos quais cada pessoa sinta que pertence.

  3. Convivência pacífica e transformação de conflitos

    Abordar os conflitos através do diálogo, da escuta e da reparação, substituindo a lógica do castigo ou da vingança pela da compreensão, da responsabilidade e do perdão.

Âmbito 3A organização
  1. Liderança consciente e transpessoal

    Promover modelos de direção baseados na transparência, na escuta ativa e na proximidade, inspirados no modelo ROUSER, e valorizar quem lidera também pelo bem-estar e crescimento das suas equipas.

  2. Desenvolvimento integral do talento

    Impulsionar o crescimento profissional, pessoal e de consciência de quem faz parte da organização, para que possa dar o melhor de si.

  3. Conciliação, flexibilidade e corresponsabilidade

    Apoiar ativamente o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar através de dinâmicas de trabalho flexíveis, orientadas para resultados e respeitadoras dos cuidados.

Âmbito 4A sociedade e o planeta
  1. Medir o que importa

    Integrar indicadores de bem-estar, clima socioemocional e capacidades interiores no painel de gestão da organização, a par dos indicadores financeiros, e utilizá-los para tomar decisões.

  2. Integridade e melhoria contínua

    Comunicar os avanços de forma periódica e verdadeira, sustentar cada afirmação sobre bem-estar com ações e dados —sem “happywashing”— e usar os resultados para rever as políticas, de acordo com a secção VI.

  3. Valor partilhado com a comunidade e o planeta

    Estender o bem-estar para além da organização —às famílias, fornecedores, comunidades e ecossistemas—, colaborando sempre que possível com iniciativas como Cidades da Felicidade ou Escolas da Felicidade.

VCompromissos da organização aderente

Ao aderir voluntariamente ao Pacto, a organização signatária assume a responsabilidade de:

Promoção ativa
Divulgar internamente os artigos do Pacto junto da sua direção, dos seus colaboradores e dos seus fornecedores.
Responsável pelo bem-estar
Designar uma pessoa ou equipa responsável pelo bem-estar —por exemplo, um Chief Well-Being Officer ou função equivalente— que coordene o cumprimento do Pacto.
Voz das pessoas
Construir o plano de bem-estar com a participação de quem trabalha na organização, e não apenas para essas pessoas.
Formação contínua
Promover a formação dos seus líderes e das equipas de gestão de pessoas em bem-estar organizacional e liderança consciente.
Ação com impacto
Conceber e implementar pelo menos uma iniciativa anual alinhada com os artigos do Pacto.
Medição recorrente
Estabelecer uma linha de base nos primeiros doze meses e participar depois em medições ou diagnósticos periódicos de bem-estar e clima laboral que permitam objetivar o seu progresso.
Comunicação de Progresso
Manter viva a adesão através de uma declaração anual de progresso, conforme estabelecido na secção VI.

VIComunicação de Progresso

A organização aderente sustenta o seu compromisso através de uma declaração leve e periódica, que inclui:

  • Uma declaração inicial de adesão no momento da assinatura e, posteriormente, uma declaração anual de renovação do compromisso na data de aniversário;
  • Uma descrição das ações concretas desenvolvidas durante o ano, que a organização pode partilhar através do seu relatório anual ou de uma declaração pública;
  • Os resultados ou indicadores de acompanhamento disponíveis —quantitativos ou qualitativos—, a começar pela linha de base, que permitam avaliar o progresso alcançado;
  • As aprendizagens e próximos passos: o que funcionou, o que não funcionou e o que a organização se propõe melhorar.

A Fundação poderá dar visibilidade a estas declarações através do Registo Internacional de Entidades Aderentes. Se decorrerem dois ciclos anuais sem Comunicação de Progresso, a entidade figurará como “inativa” até a renovar.

VIIReconhecimento das entidades aderentes

A adesão ao Pacto não implica qualquer contrapartida económica e dá direito a:

Reconhecimento
Uso do Selo de Entidade Aderente ao Pacto Mundial pelo Bem-Estar no Trabalho e inclusão no Registo Internacional de Entidades Aderentes.
Rede e comunidade
Participação na rede de Ágoras de Liderança Corporativa, para a partilha de boas práticas entre profissionais de RH e CEOs.
Visibilidade
Possibilidade de partilhar as suas boas práticas em encontros da Fundação, como o World Happiness Fest ou as atividades do Dia Internacional da Felicidade (20 de março).
Percurso de crescimento
O Pacto é o primeiro passo de um caminho que pode continuar, se a organização o desejar, com a Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR) e a formação da Academia Mundial da Felicidade.

VIIIAssinatura e manifesto de adesão

“Acreditamos que uma organização próspera é aquela em que as pessoas podem ser livres, conscientes e felizes. Comprometemo-nos a medir o que realmente importa, a cuidar de quem torna o nosso trabalho possível e a prestar contas do nosso progresso com honestidade.”

Em prova de conformidade e compromisso com os artigos descritos neste documento, as partes assinam a presente Carta de Adesão.

Pela Fundação Mundial da Felicidade
Luis Miguel Gallardo
Luis Miguel Gallardo
Fundador e Presidente, World Happiness Foundation
Pela Entidade Signatária

Leia o código QR ou visite o link para ler o Pacto em seis idiomas, assiná-lo em poucos minutos e integrar o Registo Internacional.

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Antes de começar

A adesão é gratuita e não gera obrigações contratuais nem financeiras. Confirme o seguinte:

Prefere em papel?

Descarregue a Carta de Adesão, assine-a e envie-a para nós. O PDF inclui um código QR que o traz de volta a esta página.

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Perguntas

Tem algum custo?

Não. A adesão ao Pacto é gratuita e não gera obrigações contratuais nem financeiras.

É uma certificação?

Não. É um compromisso público. As organizações que desejem verificação externa podem candidatar-se à Certificação de Bem-Estar Laboral (CBL, com a AENOR).

O que acontece depois de assinar?

Confirma por e-mail, recebe o certificado e o Selo, e é convidado para as Ágoras de Liderança Corporativa. Uma vez por ano partilha uma breve Comunicação de Progresso.

Podemos sair?

Sim. Qualquer das partes pode terminar a adesão a qualquer momento mediante comunicação escrita.

Ver o Registo Internacional

Dúvidas? Escreva-nos através da página de contacto.